Você está visualizando atualmente [CONTO] O jantar que não terminou à mesa

[CONTO] O jantar que não terminou à mesa

Gabriel sempre foi do tipo que adorava inovar na relação. Brinquedos, posições, afrodisíacos… Ele nunca mediu esforços para me ter gemendo da forma mais gostosa que conseguisse. Era muito atento, livre e sem qualquer preconceito, o que favorecia não só o diálogo, mas também a duração a longo prazo do nosso namoro.

Com uma relação aberta, era muito comum trocarmos afinidades sobre muitos temas e, entre eles, os nossos desejos mais sinceros acerca de outras pessoas.

Assim, quando percebi o meu desejo por Ricardo, um amigo seu, não hesitei em contar-lhe no mesmo segundo; afinal, chegaria uma hora em que terminaria sendo indisfarçável. Mas convenhamos que não havia como resistir a um homem como ele.

Ricardo era um homem negro, alto, de uns 28 anos. Jogava basquete, o que mantinha seu corpo atlético sem grandes exageros. Tinha o cabelo curto, quase totalmente raspado, e uma barba espessa cobrindo uma mandíbula bem pronunciada.

Seus olhos eram escuros como os cabelos e, na ponta do nariz, levava um piercing que dava àquele homem um charme muito único. Era uma peça que, estranhamente, adornava o resto daquele corpo que parecia o de um deus de ébano.

Não pude deixar de reparar quando, numa pelada dos amigos de Gabriel, o rapaz simplesmente tirou a camisa e a colocou sobre os ombros, vindo em minha direção.

— Fico te devendo essa — ele me disse, olhando-me bem nos olhos, com um sorrisinho, enquanto pegava uma garrafa do cooler que eu havia trazido, como se fosse a maior iguaria do mundo. Tudo bem que tinham suado muito e provavelmente ele estava com sede, mas não pude deixar de notar que poderia haver uma ambiguidade em suas palavras, o que me fez sair daquele lugar naquele dia com a pulga atrás da orelha.

— Acho que seu amigo deu em cima de mim — falei para Gabriel, que me olhou com uma cara de quem sabia de algo que eu não sabia.

— E você gostou? — perguntou, e eu não podia deixar de ser sincera.

— Sim — disse, sem elaborar muito, pois ainda estava sondando sua reação. Afinal, era alguém próximo dele.

— A esposa dele é bem gostosa — foi como me respondeu, e eu quase dei risada do comentário, mas percebi que ele falava bem sério — Eles também não são monogâmicos — explicou, provocando em mim um certo calor no corpo. Algo inédito, quase transcendental. Ele sabia que isso envolvia um fetiche muito antigo meu.

— Ele disse que estava me devendo uma pela água que levei para a pelada — falei com todas as letras, e Gabriel sorriu, malicioso.

— Acho que você deveria cobrar, então — completou, incentivando-me a mandar uma mensagem para Ricardo, convidando ele e a esposa para jantar em nossa casa. Era a ocasião perfeita para seduzir, caso tivéssemos abertura.

Somente a possibilidade de que aquilo acontecesse me deixou completamente molhada, e naquela mesma noite eu e Gabriel transamos até quase de manhã. Foi delicioso, mas não o suficiente para nos saciar por completo.

***

Quando chegou o sábado, estávamos os dois ansiosos. Ele não parava de fazer coisas em casa, e eu também não, como se as visitas fossem reparar até no jarro desalinhado em cima da mesa de centro da sala.

— Para todos os efeitos, é só um jantar — tentei tranquilizar meu namorado, ajeitando a gola da sua camisa pela enésima vez.

— Só um jantar — repetiu, dando-me um beijo demorado. Eu devolvi, fazendo com que, por um momento, o ambiente desaparecesse por alguns minutos. Mas não muitos, pois logo ouvimos a campainha anunciando a chegada dos convidados.

Me adiantei para abrir a porta enquanto ele foi diretamente para a cozinha. Estava um pouco nervosa, mas havia me preparado ao longo dos dias para toda a carícia que recebi em meus olhos assim que passei pela porta — e não estava me referindo apenas ao marido gostoso.

Em nenhum momento Gabriel mentiu: a esposa era mesmo uma gostosa. De estatura baixa, ela tinha pouco menos de altura que eu. Ainda assim, tinha lindas pernas grossas que ficavam evidentes no recorte do vestido vermelho colado ao corpo. Seus cabelos eram loiros, muito loiros, e pareciam totalmente naturais. Os olhos azuis fechavam um rosto de dar inveja a qualquer cirurgião, pois nem moldando seria simples reproduzir tal estética.

Para completar, como se não bastasse, tinha peitos firmes e uma bunda média do tipo que faria qualquer um se perder — fosse eu ou eles. O marido era um desejo antigo, mas a esposa era um que acabava de se acender em mim.

— Boa noite — eu os cumprimentei, primeiro a esposa com um abraço e depois o marido com um aperto de mão, sentindo a temperatura da noite desde ali.

— Pode abraçar, não tem problema — ela incentivou, e não sabia se falava comigo ou com ele. De toda forma, deixei-me agarrar por aqueles braços fortes e quase senti um tremor quando sua mão veio à minha cintura e a boca chegou perto do meu ouvido.

— Você está linda — disse para mim em um tom quase inaudível, arrancando-me um suspiro com sua voz grossa.

Quando dei por mim, afastando-me daquele homem cheiroso, a outra mulher já havia encontrado o meu namorado que, convenhamos, também era muito gostoso. Gabriel era um homem de aproximadamente 1,80, pele branca e olhos de um castanho claro. Adorava praticar esportes, frequentava a academia, e isso deixava seu corpo bem em forma. Seus músculos, por exemplo, ficavam bem evidentes quando usava camisas grudadas ao corpo, como estava agora.

Era um homem para ninguém colocar defeito, e eu sabia muito bem disso — só não era a única. Afinal, Bruna, a esposa de Ricardo, também sabia. Tanto que o abraçou demoradamente, olhando para mim por cima dos ombros dele, indicativo de que o segurava por completo.

Percebi seu olhar me varrendo de cima a baixo e sorri de canto. Do mesmo jeito que a olhei, ela fez comigo e, se possível, de maneira ainda mais descarada, pois o fez ainda nos braços do meu namorado.

— O cheiro está delicioso — ela disse, mexendo nas panelas e olhando para Gabriel, meu cozinheiro de hoje e de sempre.

— Isso porque você ainda não provou — ele respondeu, todo soltinho, e eu sorri. Se eu pensei em testar o terreno, o homem não hesitou em construir logo uma casa.

— Sendo que eu só vim para isso — Bruna devolveu, e em poucos segundos uma colher foi parar em sua boca, fazendo-a gemer de satisfação ao receber aquilo nos lábios.

Eu percebi, Gabriel percebeu e o marido provavelmente já sabia. Não éramos apenas nós que parecíamos ter combinado algo. Tudo parecia apenas uma questão de quando.

— Mas hoje as mulheres não cozinham. Isso é função dos homens. Espero que o Ricardo também seja bom de panelas — eu disse, olhando do outro casal para o objeto dos meus interesses, que estava ao meu lado.

— Saiba que essa é uma das muitas habilidades que demonstrarei esta noite — ele disse para mim, olhando-me de cima a baixo como fizera a esposa. Parecia não se importar mais em reparar em mim de maneira discreta.

Ricardo havia enxergado Gabriel olhando para sua esposa e como ela havia desfrutado daqueles olhares. Agora, fazia a mesma coisa comigo, sabendo que tinha total aprovação de todos.

Naquele instante, nada mais parecia subentendido. Tudo soava óbvio demais para todos nós, cada um com suas respectivas intenções, e era ali que as coisas começavam a ficar interessantes.

— Senta aqui, quero conhecer você melhor — falei para a outra mulher, servindo uma das garrafas de vinho que havia colocado no balde para gelar. Eu não estava preparada… estava muitíssimo.

— O que quer saber? Sou toda sua — disse-me com um sorrisinho antes de tomar o vinho, olhando-me enquanto saboreava a taça.

Bruna era realmente magnética. Do tipo de pessoa que conversava com entusiasmo e deixava o diálogo fluir com muita naturalidade. Tornava um assunto simples em algo interessante, tanto que, entre uma taça e outra, quase não percebemos o tempo passar até o jantar ficar pronto.

Só nos demos conta do término dos preparativos quando a mesa já estava posta e os homens vieram nos chamar. Gabriel tomou a mão da loira, convidando-a para a mesa, e eu fui convidada por Ricardo, que me ofereceu a sua.

— Você é sempre assim gentil? — perguntei de propósito, e ele riu. Ricardo sabia exatamente o que eu esperava como resposta.

— Nem sempre — foi enfático, deixando a resposta no ar e me arrepiando do mesmo jeito que aconteceu quando comecei a cogitar estar em sua cama.

— Espero que esta noite eu acabe descobrindo quando não é — disse, quando já estávamos perto da mesa, esperando que ele puxasse a cadeira para mim antes de eu me sentar.

Fiquei de frente para ele, e essa era uma disposição totalmente proposital, pois colocava Gabriel e Bruna também um de frente para o outro, podendo se apreciar melhor, além de permitir que a mulher ficasse perto o suficiente de mim — o que também era explosivo.

Jantamos, conversamos, rimos juntos e descobri, de uma maneira muito relaxante, que Ricardo era muito mais divertido e interessante do que aparentava. Ele era inteligente, sensato e tinha uma perspicácia extrema para dar boas respostas quando necessário.

Além, claro, da evidente qualidade do descaramento: não houve um momento sequer em que não estivesse dando em cima de mim. Parecia até pior do que antes de ele e Gabriel se juntarem para preparar o jantar.

Algo parecia já ter sido conversado entre eles — e não apenas hoje. Provavelmente isso só se intensificou junto com as panelas esquentando na ilha da cozinha.

— Mais vinho? — Gabriel me perguntou, e eu fiz que não com a cabeça.

— Nanda… amanhã é domingo, vamos aproveitar um pouco mais — Bruna me convidou, pegando minha taça e erguendo-a na direção do meu namorado, que olhou para mim. Assenti para que a enchesse novamente; afinal, ela estava certa.

— Ao que vamos aproveitar — eu disse, e brindamos os quatro, postergando ainda mais aquele clima gostoso do pós-jantar.

— E se colocássemos uma música? — Ricardo propôs, e concordamos prontamente.

— Podemos dançar em agradecimento aos nossos homens pelo jantar delicioso que prepararam para nós — Bruna completou, e eu me vi surpresa, mas nunca contrariada.

Era assim que começaríamos tudo?

— O que eu tenho de bom cozinheiro, ela tem de boa dançarina — Gabriel disse, e era um fato. Era, modéstia à parte, uma conhecedora de dança.

— Então você me conduz? — Bruna disse, dando-me a mão, e eu a girei em meus braços, fazendo com que caísse dentro deles.

— Claro — eu disse, e pouco depois a música invadiu o ambiente. A escolha por Twee Feet não era aleatória.

Ricardo sabia o que estava fazendo e também o que queria ver, e nós duas entregaríamos tudo isso e muito mais.

Com um sorriso regado de luxúria no rosto, tomei a outra mulher pela cintura para que começássemos a nos mover juntas, sua pele quase colada à minha, não fossem nossos vestidos.

O som ditava nossos movimentos enquanto o cantor transmitia sua voz de maneira lenta, cadenciando a forma como os passos saíam.

Às vezes eu rebolava, às vezes era ela quem o fazia. Mantínhamos a dança envolvente e atrativa ao mesmo tempo. Eu provocava a sua dança e ela a minha, unindo-nos em alguns momentos e deixando que as faíscas entre nós surgissem.

Bruna era quente, muito quente, e isso me instigava a querer me queimar enquanto segurava seu corpo contra o meu, com ela de costas, sua bunda colada à minha pélvis enquanto se balançava.

— Assim você vai me deixar molhada — falei para ela, que apenas sentiu que deveria fazer mais. Minhas palavras só a fizeram aumentar os movimentos.

— Essa sempre foi a intenção — disse-me, e, quando menos esperei, virou-se de frente para mim e me puxou pela cintura. Pediu que eu a conduzisse, mas, na verdade, foi ela quem tomou as rédeas.

Devolvendo sua atitude, provei que queria. Coloquei a mão em seus cabelos e puxei seu rosto para perto: boca com boca, respiração com respiração.

— Para você chupar ou seu marido gostoso comer? — perguntei em alto e bom som, sabendo que os rapazes acompanhavam tudo com atenção.

Eles não esperavam esse nível de reação, e era isso que tornava tudo ainda mais interessante. Era algo que nós duas planejávamos e queríamos: o ápice do desejo feminino.

— Ele é um homem cavalheiro, não é? Acho que me deixaria ir primeiro — perguntou, olhando de mim para o marido. Ricardo assentiu, já vidrado na cena, totalmente entregue àquela situação.

Suas pernas estavam abertas no sofá, e seu pau parecia incomodar muito dentro das calças. Estava totalmente rígido e fez minha boca salivar só de pensar em colocá-lo na boca.

Como se lesse meus pensamentos, ele deu uma boa apalpada naquele volume, prometendo que me comeria de um jeito muito gostoso. Eu cobraria com juros.

Aproveitei e vi Gabriel da mesma forma, com a diferença de que sua mão já estava acariciando por dentro da calça. Eu conhecia o gosto daquele pau, mas isso não diminuía uma única grama do meu desejo de também sentar naquele homem.

Era possível desejar três pessoas ao mesmo tempo? Se não fosse, eu acabava de descobrir um limite — um limite delicioso que cruzaria no momento em que transformasse desejo em ação.

— Então me prova — chamei, mordendo seu lábio inferior, e a mulher logo abriu a boca, dando-me passagem para que eu colocasse a língua entre seus lábios.

Sua boca era macia e se movia habilmente. Tinha gosto de vinho ainda na língua, e isso tornava aquele momento, além de requintado, exatamente sensual.

Em complemento, suas mãos também não pararam na minha cintura: apertaram minha bunda com um gosto invejável, provocando meu aperto em seus cabelos.

Intensifiquei o beijo, e sua resposta foi apenas me apertar mais, cortando toda a distância possível enquanto levantava meu vestido, deixando minha bunda de fora. Não percebi sua intenção até sentir algo firme roçando nela, o que me fez ficar ainda mais molhada.

— Que bunda gostosa você tem — Ricardo falou e me deu um tapa bem dado, fazendo-me arrepiar enquanto beijava sua esposa.

Outro estalo preencheu o ambiente, mas, como não foi desferido contra mim, eu sabia em quem havia sido. Ainda assim, abri os olhos — afinal, também queria ver.

Era Gabriel, atracado no pescoço da loira, marcando sua bunda com a mão grande antes de puxar a calcinha para o lado. Vi seus dedos entrando na intimidade dela sem nenhuma cerimônia, e ela rebolou, empinando-se para ele, ficando toda molinha nos braços daquele homem. Ele olhou nos meus olhos enquanto fazia isso.

— Que mulher gostosa — ele disse, e poderia ser para qualquer um daquele recinto.

Seus dedos faziam barulho ao entrar e sair, tamanha era a lubrificação dela. Ela se apoiava em mim para dar para o meu namorado, e eu estava tão excitada com aquilo que só consegui beijar sua boca de novo e de novo.

Foi Bruna quem interrompeu meu beijo, ainda mais quando percebeu o marido fazendo menção de me chupar. Ele já estava de joelhos, a boca pertinho da minha intimidade, e ela fez que não para ele, deixando-o apenas na vontade.

— O que eu disse? — perguntou a ele, que apenas se sentou no chão, levando-me com calma junto. Fiquei sentada bem em cima do seu pau duro, no qual fiz questão de rebolar bem lentamente, aguardando ansiosa enquanto Bruna se ajeitava de quatro para Gabriel continuar estocando os dedos dentro dela.

Era um mosaico de prazeres imerso na mesma sala, e tudo o que eu queria era experimentar cada um deles. Um de cada vez.

— Que eu a prepararia para mim — ele falou no meu ouvido, deixando-me toda arrepiada, enquanto a mulher abria minhas pernas e me ajeitava no colo dele.

Bruna elevou minhas pernas aos ombros e contou com a força do marido para me manter bem aberta e equilibrada, principalmente porque isso implicava minha bunda diretamente em cima do pau ereto dele.

Sem problema algum, ela abriu a boca na minha boceta, arrancando-me um gemido involuntário, mais alto do que eu estava acostumada. A mulher não teve pena alguma: foi direto ao meu clítoris e já chegou chupando de forma circular e firme, provando que sabia muito bem o que fazia ali.

Sua boca brincava com o clítoris e, quando queria, ainda se esbaldava na minha entrada, lambendo toda a lubrificação nas pausas em que também gemia — afinal, não estava passando ilesa.

Nesse momento, Bruna já não tinha mais calcinha — era tudo farrapo, pois Gabriel a havia rasgado apenas para começar a chupar aquela boceta rosada. Senti inveja dele, mas não demoraria muito para que eu também pudesse colocar a boca naquela mulher.

Assim, concentrei-me em gemer alto, principalmente quando senti as mãos grandes de Ricardo tirando meu vestido pela cabeça, desatando meu sutiã e me deixando nua, não fosse a calcinha que sua esposa afastou.

Ele fez tudo isso apenas para apalpar meus seios, os quais parecia maravilhado por finalmente ter nas mãos. Tanto que não demorou nada para começar a massagear a carne, acompanhando os movimentos circulares que a esposa fazia lá embaixo.

— Você é muito gostosa — ele falou, e seu pau confirmou, dando um salto embaixo de mim. Recompensei com uma rebolada bem lenta, deixando minha lubrificação melar sua calça. Ele arfou e agarrou ainda mais meus seios, levando-me ao delírio junto com a esposa.

O orgasmo veio sem surpresas. Era impossível durar mais do que cinco minutos vendo tudo o que eu via e sentindo tudo o que sentia. Gozei rebolando na boca vermelha dela, empurrando sua cabeça contra minha boceta enquanto gritava de prazer.

Depois do primeiro orgasmo da noite, apenas a puxei para outro beijo bem ardente, provando meu gosto na boca dela, sentindo mais línguas se juntarem àquele emaranhado logo em seguida.

Que beijo gostoso aquele se tornou. Eram mãos de todos os lados, desejos impertinentes e prestes a explodir de novo e de novo, pois os limites já eram indiferentes. Foi no meio do beijo que senti Bruna gozando, dessa vez nos mesmos dedos que Gabriel usara outrora, fazendo-a suspirar entre nossas línguas antes de finalizarmos o beijo.

— Você me obriga a sentar em você me comendo assim, sabia? — ela disse para o meu namorado, derrubando-o no chão com um empurrão. Vi-o completamente maravilhado com a cena, mas não tive tempo de contemplar mais, pois logo fui puxada.

— Agora é minha vez — disse Ricardo, e eu tremi com a firmeza de sua voz. Tinha acabado de gozar e estava sensível, mas sabia que não poderia dizer não de jeito nenhum. Meu corpo não permitiria.

Seguindo meus desejos, virei-me para o homem ainda vestido, subindo em cima de seu corpo para me livrar de suas roupas. Tirei sua camisa preta e, sem ela, já senti aquele abdômen liso sob minhas unhas, que fui arranhando até chegar à sua calça.

Segui o mesmo caminho com a boca, saindo do seu colo apenas para chegar à calça e tirá-la. De cueca, vi a definição de volúpia: o homem usava uma boxer branca, e o centro dela já exibia uma mancha de seu líquido de pré-gozo.

— Que delícia você é — falei, lambendo por cima do tecido, fazendo as mãos dele irem para meu cabelo. Um momento depois, eu estava tirando sua cueca para ver aquele pau.

Era grande e tinha uma glande arroxeada que era um espetáculo. Curvava-se levemente para a esquerda, o que prometia loucuras dentro de mim, mas não sentaria nele tão fácil — ao menos não ainda. Faria como Bruna, que naquele momento apreciava perfeitamente o pau de Gabriel.

Comecei desfrutando das bolas, passando a língua pelas duas e depois colocando uma de cada vez na boca. Ricardo apenas me segurava com a mão nos cabelos para que eu fizesse aquilo.

Subi de baixo para cima em seu pênis, sugando a glande assim que cheguei à ponta. Repeti esse mesmo movimento umas três vezes, deixando-o louco, até enfim colocar a glande inteira na boca.

Aquela parte logo preencheu meus lábios, e eu a usei como se fosse um doce. Rodeei com a língua, lambi de cima para baixo e, depois de me dar por satisfeita, segui novamente pelo comprimento.

Foi depois de um bom tempo de carícias que o coloquei inteiro na boca, quase até a garganta, sentindo todo o seu fervor em mim pela primeira vez naquela noite.

E ele deixou que isso acontecesse por longos minutos, mesmo que depois tenha me tirado o prazer de continuar acompanhando seus gemidos e reações quando eu ia fundo.

— Quero gozar comendo você — Ricardo disse, colocando logo o preservativo. Voltou até mim com o pau totalmente duro e pronto. — Vem cá me sentir — completou, batendo a mão na coxa, como quem exigia que eu me sentasse logo naquele falo gostoso.

Obedeci, cheia de tesão, observando de canto que Bruna e Gabriel já estavam no mesmo ponto, com ela vindo por cima, assim como eu.

— Prova — ela incentivou, descendo bem lentamente no pau do meu namorado e arrancando um gemido imediato dele.

Segui seu comando, e logo o outro gemido foi o de Ricardo, preenchendo o ar. Eu subia e descia com muita vontade, acompanhando o mesmo ritmo da loira, nós duas acabando com os homens que estavam debaixo de nós.

Eles não durariam muito, mas isso não era uma preocupação nossa. O que nos interessava naquele momento era sentar gostoso, sentir a lubrificação escorrendo, cravar as unhas no peitoral de dois machos deliciosos e, de quebra, nos beijarmos muito enquanto fazíamos isso.

Eles estavam maravilhados, e isso, somado ao fato de que nossas bocetas não lhes davam descanso, foi suficiente para que gozassem em um tempo médio — nem rápido demais, nem lento demais — numa medida aceitável que nos manteve satisfeitas, mas não o bastante para parar de vez.

Eu mesma fui até a última gota de Ricardo, sentando nele até quase ficar completamente mole, parando apenas quando já havia extraído tudo do seu pau. Quando fiz isso, fui diretamente ao seu rosto.

— Se fez menção de chupar, vai ter que cumprir — eu disse, sentando em seu rosto, e ele começou a me chupar em seguida.

Logo depois senti mãos em mim; eram as de Bruna, que me puxou para um beijo que logo incluiu Gabriel também. Ele, aliás, ainda estava com o pau meia-bomba.

Tomei seu pau numa punheta e comecei movimentos lentos, sentindo-o gemer na minha boca enquanto nos beijávamos. Era o paraíso dele — e o meu também — do jeito que vislumbrávamos.

— Aqui. Agora — mandei, e ele logo veio para o meio de nós duas, de pé, para que dividíssemos seu pau. Fizemos isso com gosto, alternando os movimentos.

Uma hora eu chupava as bolas e ela o comprimento; em outra, eu ia para a glande enquanto ela ficava no períneo, o que o deixava completamente atordoado. Em certo momento, ele segurava ambos os cabelos, pressionando nossas cabeças contra o próprio pênis.

Ele nunca tinha experimentado nada igual e estava sendo muito difícil não gozar de novo, mas eu sabia o motivo de ele estar se controlando.

Embaixo de mim, Ricardo se deliciava. Me chupava com gosto e volúpia, sua boca macia como seda, envolvendo-me numa loucura deliciosa demais.

Sua boca habilidosa, somada a toda a situação, era como um fósforo guardado em um galpão de pólvora. Bastava tocar no ponto certo para que tudo fosse pelos ares.

E não demorou a acontecer. Rebolei gostoso em sua língua e, como já estava muito molhada, cheguei rapidamente à beira do ápice, desabando sobre ele quando me deitei em seu corpo e agarrei seu pau, sentindo-o endurecer dentro da minha boca.

Quando gozei no rosto daquele gostoso, seu pau já estava em ponto de bala, o que me fez chamar a esposa também. Demos a ele o mesmo tratamento que havíamos dado a Gabriel: chupando, dividindo, beijando ali e voltando também para alguns beijos na boca dele.

Quando o sentimos bem pronto, convidamos Gabriel para o enrosco, fazendo novamente com que todas as línguas se encontrassem antes da última troca.

Fui até o meu namorado e sentei por cima; ela repetiu o mesmo gesto, e nós quatro nos beijamos de novo, sentindo as línguas se encontrarem da mesma forma que os corpos.

O sexo havia preenchido a sala e não parecia pretender ir embora antes de nos deixar completamente exauridos. E foi exatamente isso que aconteceu.

Depois de tanto sentarmos, fizemos nossos respectivos parceiros gozarem novamente, gozando junto também, tamanha a excitação — e pelo fato de ainda nos masturbarmos uma à outra durante o processo.

Quando tudo acabou, caímos os quatro no chão, um cansaço gostoso se abatendo sobre todos os corpos. Em uma única noite, havia realizado vários desejos — e mal podia esperar para realizar os próximos…

Conto erótico by Letícia Araújo (@Leteratura__)

Quer receber conteúdos sobre prazer e sexualidade diretamente no seu e-mail? Assine a News da Magix! É gratuito e fácil de se cadastrar 💌

Captcha obrigatório
Prontinho! Cadastro realizado com sucesso 💜

Deixe um comentário