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[CONTO] Molhada como a chuva

André era conhecido por ser um dos caras mais galinhas da faculdade. No curso de
veterinária, já era visto como o garanhão que não deixava passar uma única mulher — e, de
verdade, dava para entender a razão.
O homem tinha quase dois metros de altura e parecia um conglomerado de músculos bem
delineados. Coxas grossas sempre dentro de uma calça jeans justa, um abdômen liso sob
uma camisa listrada e um par de braços robustos que lhe davam aquela aparência
imponente.
Diziam pela faculdade que ele viera de uma cidade do interior de Goiás, onde sua família
criava gado, e isso certamente influenciava seu modo de ser. O sotaque carregado, o
sorrisinho fácil e aqueles olhinhos de menino bom atraíam profundamente, fazendo com
que as meninas praticamente caíssem a seus pés.
O que não era o meu caso, no entanto. Apesar de lançar olhares para ele, eu simplesmente
não conseguia tomar a atitude de chegar. Não, eu não era nenhuma virgem; porém, toda
vez que imaginava aquela barba espessa roçando em mim, eu ficava molhada e, ao mesmo
tempo, vermelha como um tomate.
Tinha para mim que guardaria para sempre a vontade de, como outras, conhecer as
habilidades manuais do vaqueiro. No entanto, numa noite em que o azar parecia sorrir para
mim, eu simplesmente parecia agarrada à sorte.
Era uma sexta-feira, por volta das 22 horas, e uma prova de fisiologia animal tinha tirado
todo o meu juízo. Naquele momento, tudo o que eu mais queria era me deitar sob as
cobertas e chorar no lugar mais quente que fosse possível naquela noite. Eu havia
estudado e me esforçado tanto que ter ido tão mal era extremamente frustrante.
— Tem como essa noite ficar pior? — praguejei contra o universo assim que, ao sair do
prédio da universidade, tropecei numa pedrinha que não cheguei a ver.
E não é preciso ser um grande gênio para saber o que esse tipo de palavra parece provocar
em nossa existência. Parecia que, naquele instante, eu havia atraído toda a desgraça
possível: o céu aberto tornou-se chuva, minha sandália se rompeu, meu ônibus
simplesmente deixou de me pegar no ponto indicado e, mesmo ligando incessantemente
para o motorista, ele não me atendia.

Eu estava a ponto de ligar para os meus pais, mesmo sabendo que naquele momento eles
estavam na outra ponta do estado, porque definitivamente eu não tinha uma conta bancária
preparada o suficiente para pegar um carro de aplicativo até o lugar onde eu morava,
passada das 23 horas.
Nesse instante, eu já estava sentada no banco do ponto de ônibus, com a mão no rosto.
Cabelo molhado, pés descalços e um cansaço terrível. Parecia que seria uma noite longa, e
eu não tinha muitas forças para começar a resolver aquilo sozinha. Foi quando uma voz
grossa me assustou para fora dos meus pensamentos.
— Iris? O que você está fazendo aí sozinha? — Era André, aquele que eu havia
mencionado anteriormente, falando de dentro do seu carro chique e grande, olhando-me
com olhos castanhos cheios de preocupação.
Esse rapaz nunca havia notado minha existência e, justo naquela noite, naquelas
condições, ele havia me enxergado. Se antes eu queria sumir, agora eu mesma começara a
confabular formas de fazer isso para sempre.
— Eu… eu… — tentei formular uma frase, mas não sabia se as palavras não vinham pela
vergonha ou pela intimidação de ver aquele homem tão de perto.
— Precisa de ajuda? — ele questionou, percebendo meu atropelo com as palavras, e eu
apenas baixei a cabeça, sem saber o que dizer.
Grande foi a minha surpresa quando senti aquela mão calejada tocar sob o meu queixo e
erguê-lo para que eu olhasse diretamente para ele. Meu corpo estava frio pela chuva que
tomei para chegar até ali, mas seu olhar foi suficiente para me aquecer por dentro. Seus
olhos pareciam ainda mais castanhos de tão perto.
— Eu te levo em casa — afirmou, e eu não criei objeções. Sei dos perigos de pegar carona
com estranhos, mas também não estava numa posição muito favorável para recusar.
Não tenho muitos amigos na cidade, nem ao menos algum que pudesse me acudir naquela
hora. Somado a isso, eu também não era do tipo que gostava de incomodar ninguém, então
aceitei aquilo como um sinal do universo de que nem tudo precisava ser horrível em um dia
ruim.
Aliás, estar sentada no banco da frente do carro de André não parecia nada mal. Tudo nele
era maximizado. Parecia ainda mais forte, ainda mais cheiroso e ainda mais gostoso.
Concentrado, educado e solícito, ele apenas me perguntava o necessário para chegar até a
minha casa, tomando o cuidado de não me deixar assustada no caminho.
Eu me senti tão confortável em sua presença que logo a pergunta que não me veio à mente
anteriormente apareceu. Tentei evitar que saísse, mas foi mais forte do que eu.
— Como você sabe o meu nome? — questionei. Ele ainda mantinha os olhos no trânsito e
passou a mão pelos cabelos. Encabulado por ter sido pego no pulo? Eu não conhecia
aquela reação, embora já o tivesse observado de muito longe.

— Fazemos o mesmo curso — respondeu, mas, de alguma maneira, parecia estar
mentindo. Sua voz não estava totalmente firme.
— Eu sou do quarto período e você é do sexto — afirmei, e, naquela exata hora, paramos
no sinal vermelho.
— Isso não te impediu de saber exatamente em que semestre eu estou — André devolveu,
e, naquele momento, eu fiquei vermelha como um tomate, da forma como não queria estar
diante dele.
A timidez me golpeou de tal maneira que, pelo resto do caminho, permaneci em completo
silêncio, esperando que os quilômetros até a minha casa engolissem o constrangimento de
toda a situação.
— Não precisa ficar encabulada, Iris. Se quer saber a verdade, eu sei o seu nome porque,
desde que você colocou o pé naquela faculdade, eu te acho linda — André quebrou o
silêncio assim que estacionou em frente à minha casa. Ele esperou que eu saísse e ficasse
de costas, talvez para me preservar do rubor que tomou minha pele com suas palavras.
— Você o quê? — perguntei, virando-me involuntariamente e quebrando toda a proteção
que ele havia imposto até então. A chuva ainda estava rala, e era por volta da meia-noite.
Não havia mais ninguém na rua; o silêncio imperava naquele lugar. Não havia como eu não
ter escutado o que ele disse, mas, ainda assim, eu não concebia que tinha ouvido aquilo.
— Não me ache um maluco, mas percebi há muito tempo que você também olha para mim.
Só nunca encontrei uma ocasião para te falar isso. Então lá vai: você também me interessa.
Te acho linda de verdade — disse. E, vendo que eu não movia um único centímetro em
direção à minha casa, pareceu encorajado a sair do carro.
Naquele momento, sua altura cobriu meus 1,50, e eu suspirei. Não havia nenhuma chance
de eu estar ouvindo aquilo.
— Você está louco — foi a única coisa que consegui dizer. Ele riu.
Ali estava ele, com o sorrisinho de bom moço que fazia várias calcinhas se derreterem,
direcionado unicamente a mim.
— Louco de vontade de te beijar — me falou e, em seguida, me puxou para ele. Suas mãos
grandes envolveram minha cintura e me trouxeram para si, fazendo com que minha boca
quase viesse parar em sua barriga, a qual eu lamberia sem qualquer cerimônia se pudesse.
André, no entanto, parecia interessado em outra coisa por enquanto. Da mesma forma que
fizera no início da noite, alçou meu rosto e, curvando-se um pouco, chegou aos meus lábios
para me beijar.
No momento em que seus lábios encostaram nos meus, entendi por que seu beijo era tão
cobiçado. Ele tinha um toque safado de quem sabia exatamente o que estava fazendo:

enredava a língua com ternura, chupava bem devagarzinho e tinha uma mordida que
acendia o corpo da parceira com maestria.
Além disso, suas mãos acariciavam minha cintura com uma mistura de maciez e firmeza
que me fazia querer tanto quanto ele. Espalmava, passava os dedos e me apertava contra
si de um jeito que fazia o ar quase sumir. Era uma pegada de homem gostoso que fazia as
pernas tremerem.
Eu, por essa razão, não me neguei a nada. Aproveitei seu assalto à minha boca e busquei
seu peitoral, pois era uma das partes que mais curiosidade me despertavam. Explorei por
cima da camisa, toquei ali e senti alguns pelos sob os dedos, o que me deixou ainda mais
atraída. Saber que ele não era totalmente lisinho me instigava ainda mais.
Agora eu era metade excitação, metade curiosidade. Queria conhecer seu corpo à medida
que desejava que ele explorasse o meu, mas precisava verbalizar isso; do contrário, ele se
manteria respeitoso. Percebi isso porque, apesar de me beijar tão gostoso, não avançara
uma única mão na minha bunda — e eu sabia que ele era do tipo insaciável.
— Eu quero. Eu quero você — falei de olhos fechados, tão baixinho que quase pensei que
ele não tivesse escutado.
Entretanto, assim que as palavras terminaram de sair da minha boca, vi aquele homem se
transformar no que tanto falavam dele.
Sua mão forte desceu da minha cintura e, com apenas uma, ele me retirou do chão e me
colocou em seu colo. A mão aberta debaixo da minha bunda apertou com os dedos,
deixando-me refém daquela potência toda. Em seguida, com a outra mão, puxou meus
cabelos, fazendo meu pescoço ir para o lado e dando espaço suficiente para que ele o
lambesse da base até a orelha, onde parecia querer dizer algo.
— Vou te comer de um jeito que você não vai esquecer — prometeu, e eu soube que
cumpriria pelo passo firme que imprimiu em direção à minha casa.
Fiz menção de sair de seus braços para abrir a porta, mas ele simplesmente tomou minha
bolsa da mão e, com um único movimento, abriu a porta e entrou.
Apenas quando atingi o chão da minha casa foi que fui colada novamente, pois ele parecia
ter outros planos para mim. No momento em que finquei os dedos no piso de madeira,
André me puxou de novo para si, encostando-me onde havia uma cadeira.
Eu não sabia como ele havia enxergado aquilo, pois estava tudo escuro e não havia
entradas evidentes de luz, mas parei de me importar quando senti sua língua quente
subindo pela base da minha perna. Eu sabia o caminho que ele estava fazendo.
— Você não sabe o quanto me imaginei fazendo isso — soltou do mais absoluto nada, e eu
saboreei aquelas palavras inesperadas com um tesão tão grande que quase gozei só de
ouvir.

— Então prova — falei, aproveitando-me da ausência de luz. Se eu ficasse vermelha, ele
nunca saberia, e eu me protegia nisso.
André, no entanto, não parecia tão contente com isso. Me deixou por dois minutos e correu
até o interruptor, que encontrou sem delongas, voltando a mim e me encontrando com certo
rubor na face — longe, porém, de pedir que ele parasse.
— Quero que você veja eu provando — explicou, mantendo as pupilas castanhas altamente
dilatadas enquanto me olhava, conforme ia subindo seus beijos.
Do mesmo jeito que fizera com a minha boca, ele oscilava lambidas e chupadas, beijos e
apertos que me faziam querer fechar os olhos.
— Abre os olhos — ordenou, e eu só obedeci depois de me firmar, colocando as mãos em
seus cabelos pretos e sentindo como sua mão grande apertava minha cintura novamente.
Não parecia possível que dedos tão enormes fizessem movimentos tão mínimos, mas ele
tinha uma habilidade terrível em entrar por dentro da minha saia e puxar a calcinha para o
lado.
Pensei que ele entraria ali mesmo; eu já estava preparada para isso. Mas o homem foi lá e
me surpreendeu. Depois de puxar o tecido de algodão para a direita, envolveu dois dedos
nele e, como se fosse papel, deixou-o em frangalhos diante dos meus olhos atentos.
Sequer tive tempo de me surpreender. Tão logo minha calcinha estava partida no chão da
sala, um dedo dele repousava na entrada da minha boceta, sem penetrar. Ele me deixou
estarrecida novamente com suas ações, e eu mal lembrava da peça íntima.
— Você está tão molhada… — disse com a voz completamente rouca, passando a ponta do
dedo áspero pela minha entrada, espalhando a lubrificação até chegar ao meu clitóris, que
acariciou bem devagar.
Seu polegar o cobria por inteiro, e o fato de ser uma mão acostumada ao campo tornava
aquela experiência ainda mais gostosa. Ele tinha um toque rústico e, ao mesmo tempo, era
terrivelmente paciente ao me estimular. Eu sabia que não iria esquecer — e ele ainda não
havia tirado nenhuma peça de roupa.
— Só que preciso de você mais molhada ainda para me receber — disse, descendo um
dedo da mesma mão para dentro de mim. Escorregou sem qualquer barreira e foi recebido
com todo o ardor que a situação envolvia.
— Mais — pedi, rebolando contra o dedo dentro de mim, implorando para que o
movimentasse, e ele concordou, provando ser mesmo um homem muito solícito.
Com firmeza e lentidão, começou a mexer o dedo dentro de mim, tirando e colocando de
uma maneira deliciosa e torturante. Eu tentava buscar mais contato, mas meus movimentos
logo foram limitados por sua mão livre em minha cintura. Ele não estava com pressa e não
me deixaria apressá-lo.

Foi cadenciando seus movimentos num primeiro momento e só os tornou mais velozes
quando foi de sua vontade — e quando me viu à beira do desespero.
— André — eu quase gritei de forma áspera, sabendo que ele estava desfrutando daquilo,
mas querendo que me fizesse gozar ao menos uma vez. Eu estava no ponto, mas
precisava que ele terminasse o que estava tão deliciosamente começando. Urgentemente.
— Me come — mandei de uma só vez. Eu não era de falar palavras sujas, mas também
nunca precisei. Todo o sexo na minha vida fora muito tradicional, e agora aquele gostoso
simplesmente estava desafiando tudo o que eu conhecia do ato. Queria ir ao limite, mas
precisava que ele me levasse o mais rápido possível.
— Eu vou… — disse, com sua barba roçando no meio das minhas pernas, o olhar sem sair
do meu. — Mas antes você vai gozar gostoso na minha boca — garantiu, retirando os
dedos de mim e substituindo-os pela boca.
Não precisei guiar nem falar nada. O homem foi certeiro no meu clitóris com aquela língua
incrível que ele tinha. Começou devagar, lambendo tudo, sentindo com a ponta da língua
cada parte particular e caprichando na ponta mais insinuante, desfrutando do que estava
fazendo.
Seus olhos estavam apertados de prazer, e seus dedos agora estavam mais fincados em
minhas ancas, o que me garantia que teria marcas daquele homem em mim no dia
seguinte. Eu queria isso. Eu queria tudo.
Abri mais as pernas e abracei seu rosto com elas, sentindo a barba me espetar e trazer
uma sensação deliciosa que me fez gemer — algo que o atingiu fortemente. O homem
pareceu amar o que ouviu, o que só me incentivou a fazer de novo para que ele perdesse o
controle. Não demorou nada.
Logo ele estava me lambendo com gosto, sentindo cada pedaço da minha intimidade,
fazendo da língua uma arma para me levar ao ápice do prazer. Ele seguia de baixo para
cima, me acendia inteira e, quando sentia que eu precisava de mais, me penetrava com ela
e se movia ininterruptamente.
— Me come — pedi de novo, dessa vez sem conseguir sustentar o contato visual, fechando
bem os olhos enquanto sentia o orgasmo vindo de forma deliciosa, atingindo minha pele e
se espalhando por todo o corpo enquanto ele me abraçava.
Gozei em gritos, agarrada àquele homem delicioso, segurando seus ombros enquanto ele
subia com a língua pela minha pele, se escondendo em meu pescoço e me segurando com
força conforme eu me debulhava em um gozo intenso. Nunca tinha sido assim.
— Aguenta mais? — foi a única coisa que lhe ocorreu perguntar, e eu apenas sorri,
sentindo que poderia falecer em seus braços, mas seria feliz.
— Claro — respondi, pois, embora cansada, nada no mundo me impediria de descobrir o
que aquele homem tinha para mim. Apoiada em seus ombros, subi de novo em seu colo e beijei sua boca com fervor, deixando que ele encontrasse meu quarto e me jogasse na
cama.
Ele estava pronto para vir para cima de mim novamente, tirar minha blusa e chupar meus
seios, mas fiz sinal de que não, e ele atendeu, meio confuso. Por um momento, vi em seus
olhos o desespero ao pensar que eu iria parar, mas logo o acalmei.
Pedi que deitasse na cama e, lentamente, subi sobre seu corpo. Ele sorriu largamente.
André sabia bem o que viria e estava morrendo de vontade. Assim, munido de certa astúcia,
envolveu meus cabelos em uma sequência de beijos saborosos, dividindo comigo os
resquícios do meu gosto.
Isso não demorou muito, no entanto. O que eu queria era ir cada vez mais abaixo. Sorri,
finalizando o beijo de um jeito todo safado, e fui direto à sua camisa. Eu queria apreciar
aquele homem por inteiro.
Desabotoando botão por botão, logo o deixei com os músculos plenamente livres. Abdômen
trincado, braços musculosos e os malditos pelos que me deixavam louca. Não consegui
passar cinco minutos apenas contemplando; logo fui em direção ao seu peitoral e quase me
afundei nele, tamanho o meu desejo.
Acariciei seus mamilos, senti que ele sorria, não negava, e até experimentei levá-los à boca.
Ele parecia muito à vontade e me deixou explorá-lo naquela parte, parecendo, às vezes, ser
tomado por pequenos espasmos de prazer a cada coisa que eu fazia. A experiência de
estar com um homem que demonstrava gostar era boa demais.
Mas nada superou o aperto de suas mãos em meu cabelo quando cheguei à calça. Mesmo
fechada, já era possível enxergar um volume delicioso querendo ser liberto. E eu ansiava,
desde já, por senti-lo em minha boca.
Abaixei suas calças como quem desembrulha um presente e encontrei seu pau totalmente
duro. Aproveitei que a timidez já havia me abandonado na sala de casa e, com toda
vontade, coloquei-o na boca.
Comecei pela glande vermelha, lambendo a circunferência e olhando para ele, que parecia
maravilhado. Era como se já tivesse imaginado aquilo inúmeras vezes e estivesse
finalmente realizando — isso era evidente em seu rosto.
Sua cabeça logo tombou para trás, e o aperto em meus cabelos aumentou bastante,
embora não estivesse me incentivando a nada específico. Parecia perdido, mas de um jeito
que ainda queria que eu fizesse apenas o que desejava.
Continuei minha exploração, testando mais dele em minha boca, sentindo-o quase alcançar
minha garganta. Ele era grosso, mas eu queria que soubesse o quanto eu o apreciava.
Assim, comecei a subir e descer por seu pênis, fazendo com que ficasse ainda mais duro.
O movimento se assemelhava ao do próprio sexo, e isso revirava a cabeça dele, a ponto de
segurar meus cabelos como se me incentivasse a ir mais longe. Coloquei o máximo que

podia, olhando-o nos olhos, quase engasgando, para que soubesse que eu também estava
entregue àquele momento.
Chupei, lambi e acariciei suas bolas com toda a volúpia, testando até onde ele aguentava.
Quando sentimos que estava prestes a gozar, ele suplicou que eu subisse e me deu outro
beijo gostoso antes de me surpreender com sua fala.
— De quatro — ordenou, e eu obedeci prontamente, sabendo que seria uma experiência
difícil de esquecer.
Ele me ajudou a me ajeitar na cama, colocou uma almofada sob minha barriga e beijou
minhas costas. Quando eu já estava toda arrepiada, desferiu um tapa forte na minha bunda,
quebrando o silêncio do quarto enquanto me abria.
André me lambeu novamente, como se estivesse apenas conferindo se eu estava molhada,
mas não resistiu a sentir o gosto. Depois disso, já estava dentro. O recebi inteiro, sem
maiores impedimentos, sentindo sua pulsação quente conforme ele puxava meus cabelos.
Ele batia na minha bunda, entrava e saía com conhecimento de causa, me deixando louca.
Tirava quase tudo, me fazia implorar, e, quando eu menos esperava, voltava com força
total.
Aquilo me mantinha gemendo, o incentivando a se mover ainda mais, de um jeito safado e
gostoso que me mantinha exatamente como imaginei que ficaria se tivesse a chance.
— Mais forte — ordenei, e ele puxou meu cabelo, obedecendo, aumentando o som dos
nossos corpos colidindo em busca do prazer total.
Eu o incentivava a ir além, e ele exigia o mesmo de mim. Muito próximo de gozar, ele me
virou sem alarde, apoiando minhas costas na almofada e entrando em mim novamente,
elevando minhas pernas até seus ombros sem sair de dentro.
Agora, seus olhos castanhos, cuspindo fogo, olhavam nos meus, fazendo-me gozar em
pequenas doses a cada colisão dos nossos corpos.
— Quero que goze comigo — disse, após um gemido quase gutural, descendo o polegar
até o meio de nós para me tocar novamente.
Ele estava fundo, estava intenso, e eu apenas o segui. Em poucos minutos, estávamos os
dois gozando, agarrados e suados, com ele caindo sobre mim antes de sair de dentro.
— Isso foi… — comecei, enquanto ele escondia o rosto em meu pescoço, distribuindo
beijos.
— Como eu já queria há muito tempo. Eu te achava gostosa, toda tímida e estudiosa, mas
jamais pensei que te comer seria tão bom. Vou querer de novo, ainda hoje. Está pronta? —
disse, saindo de dentro de mim e descartando a camisinha.

Ah… eu estava mais do que preparada.

Conto erótico by Letícia Araújo (@Leteratura__)

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