Como é, para você, falar sobre sexo? Você fala abertamente ou sente vergonha? Como o assunto foi discutido na sua adolescência? Tratar o sexo como uma prática imoral ou como algo privado e, portanto, sem espaço para conversas – até mesmo em relacionamentos, afeta diretamente nosso prazer.
Além das questões culturais, a falta de diálogo e a ausência de uma educação sexual formal faz com que lidemos com muitos mitos e crenças sobre sexo. A maioria deles nos acompanha desde a adolescência e reflete até hoje em nosso comportamento, atrapalhando nossa jornada de autoconhecimento.
Listamos 15 fatos sobre sexo e sexualidade que nunca te contaram. Pensou em mais algum? Deixe seu comentário no final do post. Queremos saber sua opinião. 👇
1. Você não perde a sua virgindade
Quantas vezes você ouviu que basta romper o hímen para deixar de ser virgem? Pois bem, o hímen não é, e nunca foi, um marcador de virgindade – ele é apenas uma membrana elástica que, em cada vulva, se apresenta em um formato diferente.
Na verdade, a virgindade é um grande mito, um conceito construído socialmente e relacionado à pureza do corpo, especialmente do feminino. Mas, por que o início da vida sexual, especialmente das mulheres, está ligado a uma “perda”?
Não perdemos nada após a primeira relação sexual. Pelo contrário, ganhamos descobertas e experiências. Então, sobre virgindade, a pergunta que fica é: como perder algo que não existe?
2. Vibrador não é consolo
Há quem ainda diga que os vibradores são consolos para mulheres solitárias, mas essa fala machista é totalmente infundada e opressora. Se isso te parece absurdo hoje em dia, vale lembrar que, por muito tempo, os vibradores imitavam um pênis e eram vistos como um substituto usado por mulheres que não tinham um homem em casa. Terrível, né?

Felizmente, hoje temos infinitos modelos de vibradores, com diferentes cores, formatos e materiais, todos projetados especialmente para nosso prazer. Além de facilitar o orgasmo, a masturbação com sex toys tem inúmeros benefícios. Tudo de bom!
3. Não deixe de fazer sexo por estar com pelos
Uma coisa é certa: adulto tem pelos. O que cada um faz com seus é uma escolha individual, certo? Enquanto no corpo masculino, pelos são sinônimo de virilidade, no corpo feminino, são vistos como nojentos. Ainda assim, será que vale a pena perder um momento de prazer por não estar com a depilação em dia? A gente aposta que não!
A obsessão por uma vida livre de pelos não é natural: ela surgiu com força em 1920 e, até hoje, é impulsionada pela mídia, pela indústria da beleza e pela pornografia. A questão aqui não é sobre se depilar ou não, e sim uma reflexão do porquê estamos fazendo disso uma grande questão no nosso dia a dia – que até hoje faz muita gente postergar o prazer.
- Leia também: Facesitting – guia da sentada com oral
4. Priorize seu orgasmo
O sexo acaba quando seu parceiro e/ou sua parceira goza? Se a resposta for sim, onde entra o seu prazer? Olha só esses dados: 95% dos homens cis heterossexuais chegam ao orgasmo em todas as relações, já quando falamos em mulheres cis heterossexuais, a taxa cai para 65%, mostra a pesquisa do Archives of Sexual Behavior.
Isso acontece por muitos fatores, mas o principal deles é o sexo com foco na penetração. São pouquíssimas mulheres (menos de 25%) que têm orgasmo com penetração, por isso é tão importante se conhecer e entender as nuances do seu prazer. Se você tem uma vulva, nossa dica é: estimule o seu clitóris – o grande protagonista do prazer. Comunique suas preferências a quem estiver ao seu lado. Aprenda a pedir e a receber. E priorize seu orgasmo, sempre.
5. Pum vaginal é normal
O sexo tá incrível e você está lá, entregue ao tesão, e de repente escuta um “pum” saindo da vagina. Já aconteceu por aí? Sem crise! O chamado flato vaginal se dá quando o ar sai do interior da vagina, causando uma vibração nos lábios. Isso é supercomum, principalmente em sexo com penetração profunda, por isso, nada de sentir vergonha ou tensão. Caso a insegurança bata, vale a pena conversar com seu parceiro e/ou parceira!
6. Faça xixi depois do sexo
Fazer xixi após o sexo é superimportante! Sabe por que? A urina ajuda a expelir possíveis bactérias que vão parar na uretra durante a relação sexual, e que podem causar infecções. Além disso, lavar a vulva ou o pênis com água e sabonete neutro depois da transa é essencial para manter a saúde íntima.
7. O pornô não tem nada a ver com o sexo real
Existem muitos malefícios quando o assunto é pornografia, mas um dos principais deles é te fazer acreditar que aquela encenação é, de fato, como o sexo na realidade. O pornô condiciona o cérebro a se excitar com alguns comportamentos específicos e gera muita ansiedade sexual, mas tudo ali é performance.

Achar que existe um roteiro a ser seguido no sexo (pegação > masturbação > oral > penetração > orgasmo) é uma consequência disso. Acreditar que precisa performar nas relações sexuais e que aqueles são os padrões de corpos a serem alcaçados, também.
- Leia também: Relacionamento abusivo – como saber se estou em um?
8. Tirar a camisinha durante a transa é crime
Não querer usar camisinha é um baita sinal de alerta, mas tirá-la durante o sexo sem consentimento da parceira e/ou parceiro, é ainda mais preocupante. Essa remoção proposital e não consentida tem até um termo específico: stealthing, e pode se enquadrar no crime de violência sexual mediante fraude.
Essa violência, além de trazer traumas psicológicos à vítima, aumenta os riscos de contração de doenças sexualmente transmissíveis (IST’s) e de gravidez. Se acontecer com você, busque atendimento médico imediatamente.
9. Você não deve fingir orgasmo
Fingir orgasmo para não decepcionar o parceiro e/ou a parceira não é mais uma opção. Seja para fazer com que o sexo acabe logo ou para excitar quem está com você, encenar um orgasmo só te leva para mais longe da chance de realmente ter um.
Se você finge, o outro acredita que é daquela forma que você gosta e, com o tempo, é comum que sua vontade de transar diminua – já que você não deu a chance da pessoa te estimular do jeito que você prefere. Não dá mais para agradar o outro em nome do nosso prazer, né?
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10. Tá tudo certo com a sua vulva
A pressão estética foi longe demais e chegou até nossas vulvas. Se você tem uma, aposto que já se perguntou se tem algo de errado com ela. Formatos, tamanhos, texturas, cores, cheiros e pelos: assim como para outras partes do corpo, não existe padrão para a vulva. A grande beleza, inclusive, é a diversidade!
Achar que a vulva bonita é a que é pequena, rosinha e sem pelos é fruto de uma sociedade machista e racista. Aliás, sabia que o Brasil é o 1º país no ranking de cirurgias íntimas femininas? A procura, em sua maioria, vem de mulheres de 18 a 35 anos. O que isso quer dizer? Bom, vale uns minutinhos de reflexão…
11. Se masturbar regularmente é importante
É por meio da masturbação que entendemos as nuances e as possibilidades do nosso prazer. Conhecer cada pedacinho do próprio corpo só traz vantagens: sei o que me excita, em quais partes o prazer é mais intenso, quais são os meus limites e dá segurança para compartilhar com meu parceiro e/ou minha parceira as minhas preferências.
12. Sexo não se resume à penetração

Aprendemos que sexo acontece somente quando há penetração, mas isso é não é verdade. O que é chamado de preliminar, como a masturbação e o oral, e visto como uma “preparação”, já é considerado sexo. Caso contrário, toda transa em que não tem um pênis envolvido não seria considerada transa, né?
- Leia também: Para cair de boca – guia do sexo oral em vulvas
13. Tudo bem fazer sexo menstruada
Não tem nenhum problema em transar durante a menstruação. Se você e seu parceiro e/ou sua parceira estão confortáveis, por que não? O sexo no período menstrual também ajuda a diminuir cólicas e melhora o humor. Mas vale lembrar que o sangue é um fluido corporal, e como qualquer outro, pode aumentar as chances de contaminação por IST’s.
14. Lubrificante é sempre bem-vindo
Seja para o sexo vaginal, anal ou na masturbação, use e abuse dos lubrificantes. Ele ajuda a reduzir o atrito, facilita os movimentos e deixa o prazer mais gostoso. Ainda que a vagina tenha lubrificação natural, há alguns momentos em que não é suficiente para o toque.
Na hora de escolher o melhor lubrificante para você, prefira os que são à base de água – lubrificantes oleosos danificam camisinhas e também sex toys de silicone. Posso usar a saliva? Não! Ela não lubrifica, seca rápido e pode machucar as mucosas das genitais.
15. Tire o foco da genital
A gente entende (e ama) o potencial das genitais! Mas nosso corpo é inteiramente erógeno e pode proporcionar sensações únicas. Antes de tocar na vulva ou no pênis, que tal despertar outras partes e criar aquela tensão sexual?
Comece de fora para dentro, com estímulos mais leves em regiões menos sensíveis. Aumente a intensidade quando for se aproximando da genital. Use a ponta dos dedos, a boca, o próprio corpo ou quem sabe, até uns acessórios.
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Maravilhoso aprendi mais sobre meu corpo??
Aaaaah que tudooo lulu, ficamos felizes demais em saber <3
Toda semana tem post novo, Lud! ❤️❤️❤️
Sou muito aberta nas horas íntimas , as explicações aqui sitadas vem muito a calhar . Super me indentifico e sim vamos nos libertar das amarras e ter muito cuidado claro com nossa saúde .
É isso, Rafa! Toda semana tem dicas novas aqui no blog da Magix ❤️